domingo, 6 de marzo de 2011

a volta

Horas e mais horas de espera. Em alguns dos aeroportos fui brindado com wi-fii grátis e áreas para fumantes. Já em outros, matei o tempo lendo a biografia de Howard Marks e apaziguei a ansia por nicotina com alguns cigarros fumados clandestinamente no banheiro destinado a usuarios de cadeiras de roda. Descobri, na última hora, que tinha um voo à mais(bombai - delhi - frankfurt). Com um sorriso na cara, rindo de mim mesmo, faço o terceiro check-in. Puta que pariu. A quantidade de tempo, dinheiro e energia que perdi com as histórias de cancelamentos e mudanças de voos seria suficiente para passar outros dez meses vagando pelo mundo. Exageros à parte, a minha escolha do itinerário foi digna de um principiante. Além escolher mal as conexoes decedi passar uma noite em Frankfurt e no final das contas percebi que o melhor era ter comprado um bilhete direto a Madrid. Enfim, como diz o cliche: é errando que se aprende. E com todos meus erros e acertos aterrizei no aeroporto internacional de barajas no dia 02 de marzo de 2011. Temperatura ambiente 8 graus. Cansado, com frio, com fome e com sono mas feliz. De volta ao país que chamei de casa pelos últimos cinco anos. A idéia de reencontrar velhos amigos e caminhar por ruas já conhecidas me esquentava por dentro. Mochilao nas costas e metro. Adoro chegar em uma cidade e sair do aeroporto diretamente para dentro do metro. Lógico que a minha saga da volta ainda nao terminou. Tres trocas de linha e 18 paradas de metro me separam da casa do CZ. O trajeto foi mais rápido do que pensei e exatamente uma hora depois de aterrizar estava tocando a campainha na casa do meu irmao e companheiro de viagens de outrora. Fui recebido por um sorriso aberto e uma cerveja gelada. Papo vai papo vem e quando olhei para o relógio os ponteiros marcavam 23 30. Os olhos pesavam cada vez mais Uma semana em Madrid e logo mais um voo, esse com destino a Mallorca.

viernes, 25 de febrero de 2011

e assim começa a Odisséia...

Dia 25/02/2011, 9 da matina despertador toca. Acordo com uma dor de cabeça básica e noto no corpo o abatimento causado por inúmeras festas de despedidas. Afirmo que Koh Phangan foi a escolha certa para finalizar a minha viagem. Botei em prática muito ou quase tudo o que aprendi durante os últimos dez meses e aproveitei ao máximo os pequenos, médios e grandes prazeres da vida. Também sofri muito mas me surpreendi ao ver que a minha reação à dor e às decepções era tao positiva quanto a minha atitude perante situações positivas. A arte de viver bem é baseada na paciência e na observação. Alguns dias antes da minha partida, um amigo fez a minha carta astral(segundo tradições indianas) e para a minha "surpresa", ele afirmou que Rahu me acompanhará por toda a vida(rahu representa viagem, movimento, mudanças...). E com Rahu sentado de forma cômoda eu preparo as malas. Estou pronto. Pronto para voltar. Pronto para ir. Pronto para partir. O roteiro é um pouco complicado mas nada que a paciência "vipassanica" nao resolva. Saio da ilha em um catamaram a 13:00 as 17:00 entro em um ônibus que me levará à Bangkok. Dois dias na capital e logo embarco em direção à europa. O meu voo faz uma escala de 10 horas em Bombai antes de seguir para Frankfurt. Dormirei uma noite na Alemanha e só na manha do dia 2 de março embarcarei para Madrid. Tenho previsto uma semana na capital espanhola antes de seguir para Mallorca. Ou seja, já comecei a voltar mas só vou chegar depois de duas semanas. E quando finalmente chegue ao destino começo a trabalhar. TRABALHAR?¿? alguém pode me explicar o que isso significa, tenho um problema de memória seletiva e depois de 10 meses como bon vivant já nao me lembro o significado dessa estranha palavra...

miércoles, 16 de febrero de 2011

mudancas de planos, pra variar....

No final das contas fiquei. A ilha não me deixou partir. Ou eu não quis partir? Enfim, fiquei. Fiquei para curtir as amizades que fiz, fiquei para ver o nascer do sol depois de horas dançando a pes descalços, fiquei para ir a minha cachoeira preferida, fiquei porque aqui me sinto de ferias e também fiquei porque aqui estou muito feliz. Mas nem tudo são rosas. Tive dois acidentes com o scooter, quase quebro o pe, passei uma semana com 20 reais no bolso, discuti e cortei relações com pessoas que cheguei a pensar que eram amigos. Estou ha pouco mais de um mes em Ko Phangan mas para dizer a verdade parece que estou ha pelo menos tres. Os dias passam voando e daqui a uma semana embarco para a europa. A contagem regressiva continua e em ritmo de despedida vou aproveitando meus últimos dias na ilha fantástica. Tic tac Tic tac...

martes, 8 de febrero de 2011

libenti animo

Restaurante a beira mar. Agua de coco fresca e esperando o risotto de camarão que pedi. A vista é linda. Uma bahia que forma uma meia lua banhada por aguas azul turquesa em degrade. Resquícios de um pequeno pier que se integra a barreira de corais. Barcos pesqueiros multicoloridos espalhados meio que a esmo. O cantar dos passaros, o sussurro do vento e o barulho quase que inaudível do quebrar de minúsculas ondas formam a trilha sonora ideal para essa paisagem paradisíaca. Exceto por um grupo de russos sentados na mesa de ao lado e pelos funcionários do restaurante, estou so. Sozinho mas completo. Hoje pela manha fui ate Thong Sala para fazer uma tattoo nova. O tatuador é um tailandês chamado Tung, e é especialista em tatuagens feitas com bambu. Vai ser a minha primeira com essa técnica. Em meia hora o sticker estava pronto. Sentei em um banco e apoiei a testa na maca. Pouco a pouco a tatuagem foi tomando forma. Digo pouco a pouco porque a sessão durou uma hora e meia e se tivesse sido feita com maquina demoraria no máximo meia hora. A dor é diferente, mas não se deixe enganar pelo que dizem. Com maquina ou com bambu, tatuagem doi, e na minha opinião tem que doer mesmo. A dor é o verdadeiro preço que se paga ao tatuar-se. Espírito livre tatuado no pescoço. E espírito livre que sou, começo a me despedir da ilha. Em tres dias irei para o sul do pais e ali encerrarei essa minha viagem pela Ásia. 20 dias, tic tac...

viernes, 4 de febrero de 2011

noite de festa...

por volta das oito comecei os preparativos. Moto e 7 eleven. Encontrei um amigo italiano e fomos comprar os ingredientes para os cocktails. Tutto a posto e casa. Shake, shake, shake, drink, drink, drink. Hi hi, ha ha, drink, shake, drink. Moto e para a minha casa para tomar banho. Curva fechada, iluminação precária e dois cachorros dormindo no meio da rua. Freio, roda traseira desliza na areia, os animais nem se mexem. Freio com a roda da frente, perco o controle e chão. Chão. Me levanto, os cachorros já haviam desaparecido. Algumas dores no joelho e na mão mas nada grave. Ainda bem, porque estava sem camisa e sem capacete. Ups. Bato a chave, o scooter liga e sigo. Banho, álcool nas feridas, dor, grito, alivio. Deitado na cama recuperando energia escuto: knock knock. Greg e Mano estão na porta. Shake, shake, shake, drink, drink, drink. Hi hi, ha ha, rua. 7 eleven, cigarro, camisinha e chiclete(tipo kit de sobrevivência local). Moto e festa. Black Moon Party. Estrutura a beira mar, musica eletrônica, ceu estrelado e uma italiana perdida por encontrar. Dance, dance, dance. Encontro dois brasileiros, no conexion. Dance, dance, dance. Encontro a ragazza perdida. Drink, drink, kiss, kiss and more dance, dance. O sol sobe, a musica cessa. Mas nos somos imparáveis. Casa, drink, drink, kiss, kiss, hi hi, ha ha. Moto e after party. A musica esta melhor que na festa e as bebidas são mais baratas o que nos leva a: drink, drink, dance, dance... Meio dia, o cansaço bate, mas ainda não é hora de ir pra cama. Moto, cachoeira e bummm. Uma siesta na cachu e casa. A mina começa a preparar a mala porque deve partir em 4 horas. Kiss, kiss, bye, bye.

miércoles, 2 de febrero de 2011

escrevendo certo atravez de linhas tortas

No meio do caos tomei uma decisão que me trouxe tranquilidade. Duas semanas se passaram desde que descobri que tinha "falido". O mundo a minha volta desabou e o relógio que levo no braço me lembrava que naquele instante o tempo parou. Fiquei perdido no limbo de hipóteses, estava aprisionado no buraco negro da insegurança abandonado no labirinto da duvida. Em um piscar de olhos encontrei a luz. Decidi ignorar a falta de grana e seguir em busca do que talvez seja a minha ultima aventura dessa etapa asiática do jogo da minha vida. Essa foi a decisão mais acertada dos últimos tempos. Em Ko Phangan encontrei o equilíbrio. A ilha me entregou de bandeja tudo o que pedi e "otras cositas mas". Consegui uma casa no meio do mato, a qual divido com dois pintores(um italiano e um amigo do Zimbabué). Pagamos 10 reais por dia entre os três e temos wifi grátis, tres elefantes e um macaco adestrado no quintal de casa(os elefantes e o macaco fazem parte das "otras cositas mas"). A casa esta em uma posição estratégica na ilha, a 15 min do parque nacional e a 5 da praia. Curti uma semana de sol, aproveitando cada raio de sol enquanto explorava as matas e praias locais. Durante a outra semana a chuva caiu pesada e usei o tempo para botar a cabeça no lugar e experimentar com a fotografia. Como se não bastassem as belezas naturais, ko phangan também oferece varias festas, dentre elas a Full Moon Party, que 'e a maior festa na praia do mundo(10 000 pessoas dançando descalças na areia, escutando musica eletrônica e esvaziando baldes de vodka red bull). To vivão, bem de cabeça, corpo, alma e mente. To pronto para voltar para europa. "Let the count down beging: one month to go!"

domingo, 23 de enero de 2011

um dia normal

a certeza era uma: a minha estadia na Ásia deveria se prolongar. Mochilao nas costa e a segurança de que na estrada estou em casa e que em movimento os meus pensamentos se organizam. O som da locomotiva é como um mantra e deslizar sobre o mar à bordo de um ferry rumo pa ko phangan é poesia. Todas as angustias se evaporaram por volta das 8 da manha quando boto o pé na ilha. On the road baby, vou reclamar de que?
escutando ny state of mind" na varanda do meu bangalo escrevo essas linhas... já fazem mais de 50 horas desde que cheguei, vi algumas praias e passei uma tarde na cachoeira, reenergizei to novo, zero, zen, bem, bem vindo ao equilibrio!