miércoles, 2 de febrero de 2011

escrevendo certo atravez de linhas tortas

No meio do caos tomei uma decisão que me trouxe tranquilidade. Duas semanas se passaram desde que descobri que tinha "falido". O mundo a minha volta desabou e o relógio que levo no braço me lembrava que naquele instante o tempo parou. Fiquei perdido no limbo de hipóteses, estava aprisionado no buraco negro da insegurança abandonado no labirinto da duvida. Em um piscar de olhos encontrei a luz. Decidi ignorar a falta de grana e seguir em busca do que talvez seja a minha ultima aventura dessa etapa asiática do jogo da minha vida. Essa foi a decisão mais acertada dos últimos tempos. Em Ko Phangan encontrei o equilíbrio. A ilha me entregou de bandeja tudo o que pedi e "otras cositas mas". Consegui uma casa no meio do mato, a qual divido com dois pintores(um italiano e um amigo do Zimbabué). Pagamos 10 reais por dia entre os três e temos wifi grátis, tres elefantes e um macaco adestrado no quintal de casa(os elefantes e o macaco fazem parte das "otras cositas mas"). A casa esta em uma posição estratégica na ilha, a 15 min do parque nacional e a 5 da praia. Curti uma semana de sol, aproveitando cada raio de sol enquanto explorava as matas e praias locais. Durante a outra semana a chuva caiu pesada e usei o tempo para botar a cabeça no lugar e experimentar com a fotografia. Como se não bastassem as belezas naturais, ko phangan também oferece varias festas, dentre elas a Full Moon Party, que 'e a maior festa na praia do mundo(10 000 pessoas dançando descalças na areia, escutando musica eletrônica e esvaziando baldes de vodka red bull). To vivão, bem de cabeça, corpo, alma e mente. To pronto para voltar para europa. "Let the count down beging: one month to go!"

domingo, 23 de enero de 2011

um dia normal

a certeza era uma: a minha estadia na Ásia deveria se prolongar. Mochilao nas costa e a segurança de que na estrada estou em casa e que em movimento os meus pensamentos se organizam. O som da locomotiva é como um mantra e deslizar sobre o mar à bordo de um ferry rumo pa ko phangan é poesia. Todas as angustias se evaporaram por volta das 8 da manha quando boto o pé na ilha. On the road baby, vou reclamar de que?
escutando ny state of mind" na varanda do meu bangalo escrevo essas linhas... já fazem mais de 50 horas desde que cheguei, vi algumas praias e passei uma tarde na cachoeira, reenergizei to novo, zero, zen, bem, bem vindo ao equilibrio!

miércoles, 19 de enero de 2011

thai thai thailand

Uma coisa que aprendi durante essa viagem é que nunca se pode cantar vitória antes da hora. Saí do Nepal com a sensação de que estava concluindo a fase tranquila da minha viagem. Já sentia o gosto das praias, festas e sol da Tailândia. Cheguei em Bangkok no dia 12/01/2011, saí do aeroporto para fumar um cigarro e tomei um banho de sol. Calor, por fim. Os primeiros dias em Bangkok foram ótimos. Não que tenha feito muita coisa mas conheci pessoas bem interessantes. O meu host, Nate, é um artista brasileiro que está em Bangkok ensinando inglês para pagar as contas e pinta nas horas livres. Com seus amigos thais sai pra tomar umas e jogar sinuca, saímos também para jogar bola e ver os malucos dando rolé de skate. Enfim, tive uma ideia do que é a vida na capital e para ser sincero gostei bastante. É uma cidade moderna, limpa e repleta de tailandeses(que até agora são para mim o povo mais simpático e desinteressado(financeiramente) que conheci). Tudo indo as mil maravilhas, meus planos se encaixavam como peças de um quebra-cabeça. E acabei quebrando a cabeça. Uma falha nos meus cálculos e como resultado tenho o saldo da minha conta em 20 euros no negativo. Ainda bem que sou apegado aos meus sonhos e não aos meus planos. Tentei culpar o banco, o sistema da previdência social, alguma gangue de piratas cybernéticos e até aliens mas no final das contas boto o rabo entre as pernas e admito que o erro foi meu. Errar é humano dizem por aí. O primeiro impulso que veio foi mandar o resto da viagem ao caral$%& e voltar pro inverno europeu em plena crise financeira e buscar trabalho. Logo pensei melhor e achei que deveria alugar um apartamento em Bangkok e buscar trabalho aqui. Quanto mais ideias tinha mais dúvidas vinham à minha cabeça. O processo de brainstorm ainda não terminou e para ser sincero não tenho nem ideia de aonde vou estar em um mês. A escola da vida me ensinou que em momentos de dúvida o melhor a ser feito é relaxar, esperar que a mente se acalme e depois agir. E é isso que vou fazer. Cancelei a passagem(já é a terceira passagem internacional que cancelo e já perdi as contas de quantas vezes mudei o roteiro) e comprei um bilhete de trem rumo ao sul do país aonde vou embarcar num barco em direçao à Ko Pha Ngan, supostamente ilha paradisíaca(+balada sinistra). Lá "planejo" relaxar ao máximo e repensar todas as possibilidades e aí decidir que fazer. Quem sabe arrumo um trampo num bar de praia, mando tudo pra merda e mudo pra Tailândia com mala e cuia(que por sinal já estão comigo). Who knows, everything is possible!

miércoles, 12 de enero de 2011

Mal cheguei e já estou indo embora...

Cheguei em Kathmandu no dia 30/12 e a temperatura beirava os 5 graus. Reencontrei Paul, que me buscou no aeroporto. Fomos à casa do Anders, também membro do couchsurfing e meu host na capital. Botamos o papo em dia e por volta das 21 eu já roncava. Na manha do dia 31 saí para conhecer a cidade. Inga, conterrânea e amiga de Paul, me acompanhou. A primeira impressão da cidade foi positiva. Ruelas repletas de lojas e pequenos restaurantes, pessoas de olhos puxados e cabelos escorridos caminhavam num ritmo acelerado. Voltamos para casa na hora do almoço. A empregada estava servindo a comida quando abri a porta da sala. Arroz, vegetais cozidos e ovo frito. Por volta das sete da noite começamos o esquenta para o ano novo. Abri a garrafa de jack que comprei no freeshop e Inga abriu o licor que trouxe da Latvia. Quando entramos no taxi em direçao à Tamel(bairro turístico e bohemio) já estávamos todos alegres e saltitantes. Fomos à um Irish Pub, aonde uns amigos do Anders tocavam. Rock n roll e Jack Daniels até as 23 30. Até hoje não sei o porque, mas meia hora antes das badaladas o grupo decidiu mudar de local. Resultado: passamos as próximas duas horas saltando de bar em bar. Cansado, bêbado e com frio, decido voltar ao apartamento. Feliz ano novo, zzzzz…

Road Trip
O plano era simples. Alugar duas motos e ir em direçao à estrada mais alta do Nepal. Não tínhamos previsto nenhuma parada turística, o objectivo era a estrada, o que no meu ponto de vista era um ótimo objectivo. Alugamos as motos no final da tarde do dia primeiro e nas primeiras horas do dia dois partimos rumo ao desconhecido. No primeiro dia, depois de poucas horas de estrada, nos deparamos com um bloqueio. Não sabíamos o porque mas o fato era que teríamos que esperar até as 17 para passar. Demos meia volta para fazer um caminho alternativo. Entramos em uma “estrada” secundária que na verdade foi um offroad de 50 km. Ao anoitecer paramos na primeira cidade que parecia ter hotéis. Entramos em uma espelunca e passamos a noite. No segundo dia rodamos uns 300 km e por volta das 19 chegamos à uma cidade perto da fronteira com a índia. Era um lugar de merda, que me fez lembrar a pior parte do país vizinho: sujeira, poluição e picaretas. Para completar o pacote “turístico”, todos os hotéis estavam lotados e quase dormimos na rua. Digo quase porque eram já as onze da noite quando conseguimos alugar um par de colchonetes para colocar no saguao de uma pousada de quinta categoria. Com o stress da noite anterior somado ao cansaço dos vários kms percorridos nos dois primeiros dias decidimos dormir mais uma noite no shithole para descansar. O nosso plano parecia cada vez mais inviável, estávamos perdendo tempo e tínhamos que voltar à capital antes do final da semana. Decidimos mudar o roteiro. Sair do sul e subir as montanhas foi a decisão final. Nos dirigimos à Ille, povoado situado à 2000 metros do nível do mar. O trajecto foi cansativo, mais de 350km e a moto do Paul quebrou um par de vezes. Parecia que algo nos impedia de seguir, mas mesmo assim seguimos. No final do dia alcançamos Dhankuta. Ao perguntar informação à um jovem a nossa sorte mudou. Ele foi a pessoa mais símpatica e prestativa que conheci nos últimos seis meses de viagem. Arrumou um hotel estilo bbb(bom bonito e barato) e convenceu ao dono de um restaurante que nos servisse uma refeição mesmo sabendo que a cozinha havia fechado há horas. A maioria dos viajantes que vem ao Nepal fica impressionado com a beleza natural e todos, sem exeçao, ficam boquiabertos com a hospitalidade dos locais. Depois dessa noite eu também fiquei alucinado com o carisma nepales. Acordamos por volta das sete e ao ver o sol subir por detrás das montanhas decidimos passar mais uma noite nesse local impregnado pela bondade do seus moradores. O hotel que nos hospedamos era de um Sr nepales que também fez jus a fama da população local. Na noite anterior ele nos recebeu de sorriso aberto e com uma garrafa de uma aguardente local. Não nos cobrou nada pela bebida e tira gostos. Só queria que nós nos sentíssemos em casa e conseguiu. Saímos para explorar a região e a cada povoado que passávamos a vista das montanhas e a simpatias das pessoas era melhor. No final do dia tínhamos a sensação que o universo conspirou para que terminássemos a nossa pequena aventura nesse lugar tão especial. Um par de litros de liquor pela noite e para cama. Partimos cedo. A volta foi marcada por paisagens inacreditáveis e um offroad duro. Off road no qual tive meu primeiro acidente. Uma pedra no meu caminho e chão. Calça rasgada, joelho dolorido mas nada grave. Levantei a moto, pressionei o botão e o motor gritou em alto e bom som. Seguimos viagem. Chegamos à capital por volta das 17:00. Banho quente, jantar e cama. Sensação de missão cumprida. 1 400 km s rodados em 7 dias. On the road, extreme edition…

Faltam dois dias para a minha partida do Nepal. Foram duas semanas estranhas, nas quais o frio me incomodou bastante e a estrada me cativou mais que nunca. Duas semanas de jogar conversa fora com novos amigos e de planejar o próximo passo. Assim que me despido do país com um gostinho de quero mais. Voltarei alguma primavera futura para visitar o país e não suas estradas... Anyway, Tailândia, ai vou eu!

lunes, 10 de enero de 2011

todos somos superhomens(e supermulheres), a diferença é que só alguns usam os super poderes...

Fim de um ano e começo de um novo é uma época estranha. Digo estranha porque as pessoas se permitem sonhar. Saem da rotina escrava do dia à dia e entram numa dimensão paralela aonde tudo é possível. O ser humano é livre por alguns instantes enquanto usa sua imaginação para pintar um ano repleto de realizações e coisas positivas. As algemas da realidade e da rotina fútil do capital são abertas por um desejo global de algo melhor. Todos se querem bem, o mundo se enche de vibrações positivas e toda a negatividade existente fica aprisionada na pseudo-retrospectiva anual que mostram na telinha. Somos livres, livres para acreditar que nesse novo ano tudo é possível. Mas ano trás ano esse momento mágico não passa de um momento. Logo os seres humanos voltam à sua prisão social. Por causa de algum tipo de feitiço maligno as pessoas deixam de acreditar que o sonho possa ser realidade e simplesmente voltam à sua vidinha ordinária. Há algo de muito poderoso que rege o subconsciente colectivo e que castra o super homem. Algo que, depois da primeira quinzena de janeiro, faz com que as pessoas deixem de acreditar que tudo é possível. Mas comigo não, eu criei o meu escudo protector e com ele protejo meus sonhos do comodismo imposto pelo sistema. Sonho os sonhos mais mirabolantes e utilizo meus super poderes para transformar esses sonhos em realidades. Se vocês quiserem eu posso fabricar escudos para toda à humanidade, mas depende de vocês usar los ou não. Enquanto isso eu sigo vivendo os meus sonhos, e se você esta confortável em só sonhar isso é problema teu. Feliz 2011.

jueves, 30 de diciembre de 2010

Eu que queria fugir do inverno acabei me metendo numa fria

"Forças ocultas" fizeram com que meus planos mudassem aos 46 minutos do segundo tempo. Há quase um mês, comprei uma passagem de aviao pro Sri Lanka para o dia 28/12/2010, dois dias antes do meu visto indiano vencer. Tinha visto umas fotos das praias do sul do país que me chamaram muito a atençao e como parte do meu plano para essa viagem pela Asia consistia em alargar ao máximo o meu verao achei que era um bom destino. Quatro horas antes do meu embarque, ainda no meu quarto do hotel em Chennai, decidi ligar para embaixada do Sri Lanka para confirmar o preço e forma de pagamento do visto. Ao informar que era cidadao brasileiro a secretária me disse que nao era possível conseguir um "visa on arrival" e que deveria me dirigir a embaixada para dar entrada na papelada do visto. Nao era possível, tive que perguntar outras duas vezes para confirmar que nao era uma falha de comunicaçao. Desliguei o telefone e vi que o relógio marcava 16:15. Durante alguns segundos, que pareceram uma eternidade, meu cérebro bloqueou. Quando finalmente sai do estado de shock minha mente começou a buscar alternativas para a minha situaçao. O primeiro passo foi ligar à compania aérea e cancelar as passagens. Passo número dois, ligar para as embaixada do Nepal e da Thailandia para confirmar a possibilidade de fazer um visto no aeroporto. Liguei para um amigo no Nepal e lhe expliquei o que tinha acontecido. Me convidou para passar o ano novo com ele na capital. Por um instante fiquei na dúvida entre me jogar nas festas da Tailandia ou o conforto de passar a virada do ano com pessoas conhecidas. Escolhi a segunda opçao. Eram por volta das onze da noite quando consegui comprar a nova passagem. De volta ao hotel pedi um taxi para as tres da manha. Duas horas de sono e rua. Novo roteiro: Chennai - New Delhi, mini chá de aeroporto, New Delhi - Kathmandu. Enquanto escrevo essas linhas estou sobrevoando os imponentes Himalayas e em meia hora devo chegar à capital nepalesa. Trago comigo uma garrafa de Jack Daniels e umas mala cheia de experiências e histórias para comemorar o final deste ano. Espero que essa mudança de última hora seja positiva e que as baixas temperaturas do novo destino não sejam um obstáculo. Que 2011 seja ainda melhor que 2010 e que o objetivo continue sendo o caminho. On the road 2011.

domingo, 26 de diciembre de 2010

25/12/2010

Última noite em Hampi. Sentado em volta da fogueira, céu estrelado e comendo comida caseira. Feliz natal e count down Índia. Há menos de 3 dias da minha partida me sinto tranquilo. Hampi foi a escolha perfeita para terminar a viagem pelo sub-continente. Um lugar cheio de energia, que possibilita a união do corpo e da mente(e em alguns casos somasse a alma). Repasso mentalmente o meu trajecto no país de Gandhi, vejo as transformações que esta viagem esta causando no meu ser. Foram quatro meses e meio de experiências intensas. Tudo na Índia é muito intenso, até a tranquilidade é intensa aqui. Experimentei com os meus limites. Testei a minha mente com a meditação Vipassana. Dez horas de meditação por dia durante dez dias, com direito a voto de silencio e tudo. Parece que vivi isso há mais de um ano, mas na verdade se passaram apenas quatro meses. Quatro meses que sai da periferia de Jodhpur, cidade azul, carregado de Tramadol(medicamento derivado da morfina, receitado para dores agudas). Quando terminei o curso recebi como prémio de formatura quatro pedras nos rins e como o atendimento médico deixou a desejar decidi seguir viagem levando minhas pedrinhas na bagagem. Ainda grogue com o efeito da morfina subi em um trem com destino a Jaisulmer. No segundo dia expeli as pedras. Comemorei a cura nas dunas do deserto tomando uma cerveja, quase, gelada. Superada as provas do corpo e da mente, eu estava preparado para qualquer perrengue. Segui minha tour pelo Rajastan por outras três semanas. Vi as florestas de Mt. Abu, o lago sagrado em Pushkar e aproveitei os encantos da cidade romântica de Udaipur. De lá dei um pulo em Agra para ver o Taj Mahal. De volta à Delhi, com os couchsurfers mais divertidos que já conheci. Rouf e Zee me apresentaram à noite de Delhi e me prepararam para o shock cultural que estava por vir. Na capital fiz um grande amigo. Paul é de um país chamado Latvia e em esses momentos deve estar jogando poker online em algum lugar do Nepal. Segui viagem rumo aos Himalayas. Em Old Manali fiz amizade com um grupo bem divertido. Juntos escalamos, fizemos rafting, nos perdemos pela montanha e enchemos a cara quase todas as noites. Duas semanas depois entrava em um ónibus em direçao à Mcleod Ganj, terra adoptiva do Dalai Lama. Lá, visitei os mosteiros e ascendi alguns incensos. De volta à estrada e próxima parada Amritsar. Fui ao Golden Temple e tomei chá com alguns senhores que me explicaram a história da religião Sikh. Um rápido pitstop em Delhi e 25 horas de trem até Varanasi. Cidade Sagrada banhada pelos Ganjs. Ganjs de águas sagradas, nas quais nadei. Experimentei o processo cíclico de morte e vida. A casualidade me brindou com encontros e reencontros que fizeram da estadia ainda mais proveitosa. Duas semanas mais tarde Puri. Cidade na costa de Orissa aonde conheci um "hippie-médicosemfronteiras" que hospedou J. Hendrix por uma semana em Londres. Trenta e oito horas dentro de um trem rumo ao sul e Pondicherry. A ex colonia francesa foi uma pausa na minha viagem pela India. Café da manha com deliciosos croassants e espressos. Depois de tres meses sem consumir carne vermelha finalmente como um file. Novo teste de paciencia e de volta á Delhi. Tudo resolvido e rumei à Goa. No menor estado do país fiz uma nova família. Tenho uma "mãe" indiana e alguns novos irmãos que me acolheram em suas vidas por quase um mês. Foi durante esse mês que me apaixonei pela minha moto e comi estrada todo santo dia. Reencontrei alguns amigos de viagem, e com esse objectivo me dirigi à Hampi. Cidade construída no meio de um mar de pedras. Mar de energia. Aqui estou, na metade da minha viagem pela Ásia, confiante, preparado e o mais importante: feliz e realizado. Que mais poderia ter pedido ao papai noel.